1.5.09

reverso do nada

um poema de Gerusa Leal




















me faço ausente
não estou lá
sou o nada
que provavelmente
consistentemente
faz que está aqui

em lugar de verdade
só espaço
onde não brilha um sol
- cinzento –
de uma aurora que não vi

calmamente
simplesmente
sem desassossego ou paz

sou distância que
recado bilhete ou telegrama
não cobre
e se descobre
nunca tão presente em si

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Do livro Versilêncios – Prêmio Edmir Domingues de Poesia 2007 – edição da autora – Patrocínio Prefeitura do Recife – SIC - 2008

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imagem: obvious
(lá tem uma porrada de fotos fantásticas em infravermelho)

4 comentários:

  1. Poetajornalistamigo como diria um outro amigo, que beleza de imagem para meu poeminha. Muito obrigada pelo carinho da publicação. Amei.
    Abraço

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  2. gé, minha querida,
    fique (bem) à vontade, mesmo,
    superlativamente!
    o bloguinho é todo seu.
    tcheros

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  3. Vim e conferi. Da tua lavra só gemas de ouro, Gerusa.
    Um abraço no Samuca, e parabéns pela postagem.

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  4. Obrigada, Samuca, pela hospitalidade. Obrigada, Eurico, pelas generosas palavras.
    Abraços fraternos nos dois.

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entra, que o negão é manso!