conto
sacerdócio
não se preocupe, ela sabe que vim lhe encontrar.
tenho visto você e até filmado/fotografado, há
três anos, desde que você sumiu. fiquei arrasada,
perdendo tempo com ódio bestabobalhado,
quando a vida pulsava crescendo, bem diante
do meu nariz. não, não foi nenhuma tortura,
acredite. nos divertíamos a valer, com as fotos/
filmes. cheguei a esbarrar, de propósito em
você: lembra do lançamento da revista eita!?
você todo assanhado, galinha como sempre,
atrás de um autógrafo da márcia maia, falando
o divagações sobre o mesmo medo e eu disse o
nome do autor, bem atrás de você. sua cara de
asco, quase, quando virou e me encarou, não
esqueço. que é que há, tá com medo? não somos
assassinas, somos mulheres, suas mulheres.
mesmo assim, se eu fosse você, pegava o zippo
e ia se queimando daqui até o inferno: ensinei,
sim, sua filha a odiá-lo.
...
poema
franz praga
vicissitudes
a confundir atitudes
e rimar barato
insetos no cérebro
céu nublado
:nuvens de gafanhotos?
o inferno está tão próximo
que basta um passo
...
tá se vestindo...
Gostei muito
ResponderExcluiruma vénia e voltarei ao blog,
cá e ao «nosso» poema dia,
Gavine Rubro
celularubra.blogspot.com