29.4.11

7 contos & uns poemas

conto

sacerdócio

não se preocupe, ela sabe que vim lhe encontrar.
tenho visto você e até filmado/fotografado, há
três anos, desde que você sumiu. fiquei arrasada,
perdendo tempo com ódio bestabobalhado,
quando a vida pulsava crescendo, bem diante
do meu nariz. não, não foi nenhuma tortura,
acredite. nos divertíamos a valer, com as fotos/
filmes. cheguei a esbarrar, de propósito em
você: lembra do lançamento da revista eita!?
você todo assanhado, galinha como sempre,
atrás de um autógrafo da márcia maia, falando
o divagações sobre o mesmo medo e eu disse o
nome do autor, bem atrás de você. sua cara de
asco, quase, quando virou e me encarou, não
esqueço. que é que há, tá com medo? não somos
assassinas, somos mulheres, suas mulheres.
mesmo assim, se eu fosse você, pegava o zippo
e ia se queimando daqui até o inferno: ensinei,
sim, sua filha a odiá-lo.

...
poema

franz praga

vicissitudes
a confundir atitudes
e rimar barato

insetos no cérebro
céu nublado
:nuvens de gafanhotos?

o inferno está tão próximo
que basta um passo

...
tá se vestindo...

1 comentários:

  1. Gostei muito

    uma vénia e voltarei ao blog,

    cá e ao «nosso» poema dia,

    Gavine Rubro

    celularubra.blogspot.com

    ResponderExcluir

entra, que o negão é manso!