sacerdócio
conto (ou relato breve...)
não se preocupe, ela sabe que vim lhe encontrar. tenho visto você e até filmado/fotografado, há três anos, desde que você sumiu. fiquei arrasada, perdendo tempo com ódio bestabobalhado, quando a vida pulsava crescendo, bem diante do meu nariz. não, não foi nenhuma tortura, acredite. nos divertíamos a valer, com as fotos/filmes. cheguei a esbarrar, de propósito em você: lembra do lançamento da revista eita!? você todo assanhado, galinha como sempre, atrás de um autógrafo da márcia maia, falando o divagações sobre o mesmo medo e eu disse o nome do autor, bem atrás de você. sua cara de asco, quase, quando virou e me encarou, não esqueço. que é que há, tá com medo? não somos assassinas, somos mulheres, suas mulheres. mesmo assim, se eu fosse você, pegava o zippo e ia se queimando daqui até o inferno: ensinei, sim, sua filha a odiá-lo.
...
morto, vivo
destruí todas as pontes
que cruzei
e cada tentativa de retorno
me lança ao fundo do despenhadeiro
a limar pedras
com o velho corpo
deveria me quedar quieto
chorando arrependimentos
no fundo escuro do cânion
mas toda manhã
tem seu encanto
e me retomo ao desespero
...
pequena degustação do livrim, já na reta final de diagramação...
0 comentários:
Postar um comentário