14.10.11
minhas leituras
várias vezes peguei este livrinho. todos sabem que sou doidim pela coleção pocket da l&pm. algo me atraía/afastava. até que, criando coragem, solicitei-o na biblioteca multicultural nascedouro, px. não larguei enquanto não terminei. falar em terminar, uma furtiva lágrima, ao final, confirmou que sou mesmo um babaca: choro até com comerciais de tv.
trecho
"Caninos Brancos jamais fora de demonstrar afeto. Além de se aconchegar e introduzir uma nota sentimental no seu grunhido de amor, não tinha como expressar o seu sentimento. Mas foi-lhe dado descobrir uma terceira. Ele sempre fora suscetível ao riso dos deuses. O riso sempre lhe provocava loucura, deixando-o frenético de raiva. Mas não estava na sua natureza zangar-se com o senhor do amor, e quando o deus decidiu rir de Caninos brancos de um modo bonachão e por brincadeira, ele ficou confuso. Sentiu a ferroada e o acicate da velha raiva lutando para crescer no seu interior, mas ele lutava contra o amor. Não conseguiu se zangar, mas tinha de fazer alguma coisa. A proncípio assumiu uma pose digna, e o dono riu ainda mais. Depois tentou ser mais digno, e o dono riu com mais força do que antes. Por fim, os risos do dono acabaram com a sua dignidade. As mandíbulas se abriram levemente, os lábios levantaram um pouco, uma expressão zombeteira, mais amor que humor, apareceu nos seus olhos. Ele aprendera a rir."
isto sobre um lobo que nascido numa caverna, de uma mãe mista, passou pelas mãos de um indígena, de um escroque, até cair nas graças de um especialista em minas, fino e bem educado. logo ele, que nunca perdera uma briga, durante toda sua vida só foi derrubado 3 vezes, enfim domesticado.
a maestria de jack london é espantosa. me fez acreditar, em certos pontos, que era o cão quem estava falando/pensando_por mais que ele sempre coloque um "se ele pudesse pensar".
vou reler. antes de devolver à biblioteca.
***
caninos brancos
jack london
trad.: rosaura eichenberg
http://www.lpm.com.br/
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